Negação da Presidência da Guiné sobre rumores de tiros
Esclarecimento dos acontecimentos em Conacri
A presidência da Guiné negou formalmente na quinta-feira as acusações de que “tiros” foram disparados perto do palácio presidencial em Conacri. Forças especiais foram relatadas no local, de acordo com alguns meios de comunicação locais.
Reação Oficial
Num comunicado, a presidência descreveu os rumores como “loucos” e “fabricados”, acrescentando que circularam tanto na cidade como no estrangeiro. Assegurou ainda que a população poderá retomar as suas actividades diárias normalmente, apesar do clima de pânico gerado por esta informação.
Contexto histórico
Em 2021, incidentes semelhantes em Kaloum precederam o golpe que derrubou o Presidente Alpha Condé, levando ao poder um regime militar liderado pelo General Mamadi Doumbouya. Desde então, as autoridades intensificaram a repressão à dissidência, proibindo todas as manifestações em 2022.
Compromissos Eleitorais e Projetos Constitucionais
Sob pressão da CEDEAO, a Guiné prometeu organizar eleições até ao final de 2024. No entanto, as autoridades reconhecem dificuldades em respeitar este compromisso. Além disso, em Julho foi apresentado um anteprojecto de Constituição, com a intenção de a submeter a referendo antes do final do ano, embora não tenha sido fixada data e o texto tenha sido rejeitado pelos principais partidos da oposição e organizações da sociedade civil.
Conclusão
A situação na Guiné continua frágil, marcada por tensões políticas e rumores infundados. As autoridades devem navegar com cuidado para restaurar a confiança do público e cumprir os seus compromissos eleitorais num contexto de maior vigilância face aos desafios internos.
