Guiné pronta para contribuir para proteger o Haiti

Guiné pronta para contribuir para proteger o Haiti

O compromisso da Guiné

No sábado, a Guiné anunciou o seu desejo de enviar 650 polícias e gendarmes ao Haiti para apoiar a segurança no país. Esta decisão faz parte do compromisso internacional de ajudar a polícia haitiana, que enfrenta grandes desafios.

Contexto da Missão Multinacional

Em Outubro de 2023, o Conselho de Segurança da ONU aprovou o envio de uma Missão Multinacional de Apoio à Segurança (MMAS), liderada pelo Quénia, para reforçar as capacidades da polícia haitiana. Os primeiros contingentes quenianos foram destacados em Junho, com uma meta de 2.500 membros até Janeiro.

Desafios a superar

Apesar destes esforços, a operação enfrenta dificuldades, incluindo falta de financiamento e equipamento. Neste contexto, as autoridades haitianas e os Estados Unidos planeiam transformar o MMAS numa verdadeira missão de manutenção da paz.

Declarações do primeiro-ministro guineense

Durante o seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o Primeiro-Ministro guineense, Amadou Oury Bah, disse: “Participámos activamente nos esforços de manutenção da paz sob os auspícios das Nações Unidas e continuaremos a fazê-lo. » Ele também sublinhou o desejo da Guiné de prestar assistência à estabilização do Haiti, descrita como “martírio”.

História das Contribuições Guineenses

A Guiné já tinha enviado um batalhão de 650 homens e mulheres para a missão de manutenção da paz da MINUSMA no Mali, que se retirou no final de 2023 a pedido da junta no poder. Actualmente, a Guiné participa com dez polícias e cinco especialistas em missões das Nações Unidas na República Centro-Africana e no Sahara Ocidental.

Situação política na Guiné

Desde o golpe de Setembro de 2021, a Guiné é governada por um regime militar. Embora as autoridades tenham prometido devolver o poder aos civis eleitos até ao final de 2024, este prazo parece comprometido. O Primeiro-Ministro reafirmou o projecto de “refundação” do Estado guineense sem mencionar um calendário eleitoral.

Conclusão

A vontade da Guiné de enviar forças para o Haiti demonstra o seu compromisso com a paz e a segurança internacionais. No entanto, os desafios que a missão enfrenta sublinham a necessidade de uma maior cooperação e de recursos adicionais para tornar esta operação bem sucedida. A situação política interna da Guiné continua preocupante, com promessas de transição para um governo civil ainda não cumpridas.

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