TOYO lança fábrica de células solares 2GW na Etiópia para fortalecer sua cadeia de fornecimento
A empresa japonesa de soluções solares TOYO revelou seu ambicioso projeto: construir uma fábrica de células solares de última geração em Hawassa, Etiópia, com uma capacidade anual planejada de 2 GW. Anunciado num comunicado de imprensa em 14 de Outubro, este projecto de 60 milhões de dólares, financiado pelos recursos internos e pagamentos adiantados da empresa, beneficia das políticas de investimento atraentes da Etiópia e do seu fornecimento estável de energia hidroeléctrica. A construção terá início em novembro, com produção prevista para o final de março de 2025.
Uma estratégia de diversificação e crescimento global para a TOYO
Segundo Junsei Ryu, CEO da TOYO, este projeto etíope representa um passo fundamental na estratégia da empresa para diversificar e fortalecer a sua cadeia de fornecimento de soluções solares. Atenderá às crescentes necessidades do mercado americano, especialmente para uma futura fábrica de módulos solares planejada nos Estados Unidos. A TOYO vê este projecto como uma oportunidade para um rápido crescimento no sector solar global, ao mesmo tempo que integra ainda mais o continente africano na cadeia de valor das energias renováveis.
África: um ator emergente, mas atrasado na produção de tecnologias limpas
O projecto TOYO na Etiópia faz parte de uma tendência recente em que vários países africanos estão a começar a envolver-se mais na cadeia de valor das energias renováveis. Em setembro de 2024, o Egito assinou um acordo para estabelecer uma fábrica de células solares do tipo N com capacidade idêntica de 2 GW. No entanto, apesar de algumas iniciativas notáveis, África continua industrialmente atrás no fabrico de tecnologias limpas, como evidenciado pelo relatório da Agência Internacional de Energia de Maio de 2023, que não mencionou o continente africano no seu inventário de tecnologias de energia limpa.
Conclusão
Com o lançamento desta fábrica de células solares, a TOYO contribui não só para o desenvolvimento das energias renováveis em África, mas também para a diversificação global da sua cadeia de abastecimento. Esta iniciativa demonstra o crescente reconhecimento do potencial industrial de África no sector das energias limpas, embora o continente ainda tenha um longo caminho a percorrer para se tornar um actor importante na produção de tecnologias verdes.
