CAF: Um déficit de 25 milhões de dólares em vez dos 9 milhões anunciados

CAF: Um déficit de 25 milhões de dólares em vez dos 9 milhões anunciados

Para onde foram os 16 milhões desaparecidos?

A Confederação Africana de Futebol (CAF) encontra-se no centro de uma nova crise financeira, na sequência de um relatório alarmante da Comissão de Auditoria e Conformidade. Este último revelou que as perdas do exercício findo em 30 de junho de 2023 ascenderam a 25 milhões de dólares, muito além dos 9 milhões inicialmente anunciados.

Uma auditoria que questiona a gestão financeira da CAF

Depois de rejeitar por unanimidade as demonstrações financeiras apresentadas, a Comissão de Auditoria levantou o véu sobre inconsistências significativas. Em carta oficial, ela destaca despesas não contabilizadas de US$ 16,18 milhões, o que explica a diferença em relação às previsões iniciais. Estes encargos incluem, nomeadamente:

  • US$ 1,98 milhão relacionados a despesas não financiadas para o ano fiscal de 2022-23.
  • 11,90 milhões de dólares em custos técnicos não alocados a clubes, federações e países anfitriões.
  • US$ 2,30 milhões relativos a dívidas comprometidas ou irrecuperáveis.

Estes elementos revelam lacunas significativas na contabilidade da instituição, colocando em causa a transparência da sua gestão.

Governança da CAF sob pressão

O contexto é particularmente tenso para a CAF, cuja gestão já está sob ataque. A Comissão de Auditoria já havia recomendado medidas disciplinares contra vários altos funcionários, incluindo o Secretário-Geral Véron Mosengo-Omba. Este novo relatório aumenta ainda mais a pressão sobre a governação da organização, especialmente desde que foram relatadas tentativas de intimidar a Comissão. Os membros do Comité Executivo, geralmente silenciosos, também parecem estar sob pressão.

Conclusão: Um futuro incerto para a gestão da CAF

A CAF enfrenta uma crise de governança e transparência sem precedentes. Os 16 milhões de dólares não contabilizados levantam muitas questões sobre a gestão financeira da instituição. Resta saber se serão tomadas medidas correctivas pelo Comité Executivo ou se a situação conduzirá a mudanças mais profundas na actual administração.

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