Violência sexual no Sudão: investigação da ONU revela atos “impressionantes”
Um relatório alarmante sobre violência sexual
Após 18 meses de guerra civil, um relatório de investigação da ONU, publicado terça-feira, destaca a escala “impressionante” da violência sexual no Sudão. Este documento visa particularmente violações, incluindo violações colectivas, cometidas por paramilitares das Forças de Apoio Rápido (FSR). Mulheres, meninas e crianças estão entre as principais vítimas destes atos inaceitáveis.
Condições de vida alarmantes
Mohamed Chande Othman, presidente da missão de investigação do Sudão, sublinhou que “a escala da violência sexual que temos visto no Sudão é impressionante”. Acrescentou que já não existe um lugar seguro no país, enquanto o rapto de mulheres e crianças para escravatura sexual está a aumentar.
Uma guerra marcada pelo sofrimento
O conflito entre o General Abdel Fattah al-Burhane, chefe do exército sudanês, e o General Mohamed Hamdane Daglo, líder da RSF, conduziu a uma grave crise humanitária. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que “25 milhões de pessoas” precisam agora de assistência humanitária, com 11 milhões deslocados dentro do Sudão.
Crimes de guerra e apelos à ação
Os beligerantes são acusados de crimes de guerra, em particular por visarem deliberadamente civis e bloquearem a ajuda humanitária. No seu último relatório, os investigadores da ONU afirmam que as violações dos direitos humanos, incluindo a tortura e a perseguição, podem ser consideradas crimes contra a humanidade. As RSF, em particular, são responsabilizadas pela violência sexual em grande escala nas áreas que controlam.
Conclusão: A Necessidade de Ações Concretas
As conclusões deste relatório sublinham a urgência de uma resposta internacional à escalada de violência no Sudão. Os investigadores apelam ao fim da impunidade que prevalece no país e exigem medidas, como um embargo de armas alargado a todo o Sudão, bem como a cooperação com o Tribunal Penal Internacional. A comunidade internacional deve agir para proteger as populações vulneráveis e pôr fim a este ciclo de violência.
