Tanzânia: Produção de caju deverá atingir 595 mil toneladas em 2024/2025

Tanzânia: Produção de caju deverá atingir 595 mil toneladas em 2024/2025

A Tanzânia, um interveniente-chave no mercado de caju na África Oriental e o segundo maior produtor do continente depois da Costa do Marfim, prevê um aumento significativo na sua produção. Para a campanha 2024/2025, a colheita de caju está prevista em 595 mil toneladas, registando um aumento de 95% face à campanha anterior, segundo previsões do Conselho do Caju (CBT).

Crescimento impressionante apoiado por insumos subsidiados

Este forte aumento, que faria com que a produção quase duplicasse em comparação com as 305.000 toneladas colhidas em 2023/2024, é em grande parte atribuído à melhor produtividade nas áreas de cultivo. Segundo Revelian Ngaiza, director comercial e de controlo de qualidade da CBT, esta melhoria deve-se principalmente à distribuição antecipada de insumos subsidiados aos agricultores, antes do início da época agrícola. Em 2023/2024, o orçamento para estes subsídios duplicou para 189 mil milhões de xelins (aproximadamente 73 milhões de dólares), contribuindo para melhores rendimentos nas principais regiões produtoras.

Expansão de áreas de cultivo

As plantações de caju já cobrem uma área impressionante na Tanzânia, com mais de 811.700 hectares espalhados por regiões como Mtwara, Lindi, Ruvuma, Tanga e Pwani. Contudo, o governo da Tanzânia não pretende parar por aí. Como parte da sua estratégia de aumento da produção, o Ministério da Agricultura anunciou em 2023 a expansão do cultivo do caju para 13 novas regiões, incluindo Morogoro, Dodoma, Singida e Tabora.

Conclusão

Com uma previsão de produção de 595.000 toneladas para 2024/2025, a Tanzânia está a consolidar a sua posição de liderança na África Oriental no sector da castanha de caju. Este crescimento espectacular, auxiliado pelo aumento dos subsídios e pela expansão das áreas de cultivo, promete fortalecer a economia agrícola do país. Se estes esforços continuarem, a Tanzânia poderá em breve competir ainda mais estreitamente com a Costa do Marfim no mercado internacional do caju.

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