Queda projetada na taxa de pobreza no Níger até 2026
Uma situação económica difícil em 2023
Em 2023, o Níger registou um aumento da taxa de pobreza que atingiu 52%. Esta deterioração deve-se ao crescimento económico negativo per capita e à inflação galopante. O número de pessoas que vivem em pobreza extrema aumentou para 14,1 milhões, em comparação com apenas 1,1 milhões em 2022. Esta situação é, nomeadamente, o resultado de sanções económicas impostas após o golpe de 2023, que causou uma queda significativa na actividade económica.
Previsões do Banco Mundial para 2026
No seu relatório de 30 de Setembro de 2024, o Banco Mundial prevê um declínio gradual da taxa de pobreza no Níger. A instituição internacional prevê que esta taxa aumente para 42,5% até 2026. Para atingir este objectivo, o Banco aposta num aumento da produção agrícola e numa exploração mais eficiente das receitas do petróleo, o que beneficiaria directamente a população nigerina.
Impacto das sanções e recuperação económica
O golpe que derrubou o Presidente Mohamed Bazoum levou a severas sanções económicas e financeiras, como o encerramento de fronteiras e o congelamento do financiamento internacional, que tiveram um grande impacto na economia. No entanto, o levantamento parcial destas sanções em Fevereiro de 2024 permitiu ao Níger reanimar a sua economia. O crescimento poderá assim atingir 5,7% em 2024, segundo o Banco Mundial, graças à retoma das exportações de petróleo.
Diferenças nas previsões entre o Banco Mundial e o FMI
Embora o Banco Mundial preveja uma recuperação modesta, com um crescimento de 5,7% para o ano em curso, o FMI está mais optimista. Este último prevê que o crescimento do Níger poderá atingir 10,6% em 2024. Esta diferença nas previsões realça a incerteza sobre as perspectivas económicas do país.
Conclusão
O Banco Mundial continua optimista quanto a uma redução significativa da pobreza no Níger até 2026, apesar das recentes dificuldades económicas. O papel fundamental da agricultura e do sector petrolífero poderá corrigir a situação. Contudo, as previsões divergem das do FMI, reflectindo a incerteza quanto à extensão da recuperação económica que se avizinha.
