Exército do Chade acusado de matar por engano pescadores nigerianos
Uma operação liderada pelo presidente Déby
Na luta contra o Boko Haram, o exército chadiano liderou uma ofensiva na região do Lago Chade, uma missão supervisionada “pessoalmente” pelo Presidente Déby. Esta intervenção teve como objetivo neutralizar os grupos jihadistas que operam nas ilhas e zonas fronteiriças. No entanto, os pescadores nigerianos e as milícias anti-jihadistas locais afirmam que os ataques causaram muitas vítimas entre os pescadores da região, mortos por engano.
Difícil distinção entre civis e jihadistas
Um oficial do Estado-Maior chadiano, falando sob condição de anonimato, confirmou à AFP que os ataques foram realizados nas ilhas que fazem fronteira com a Nigéria e o Níger. Ele explicou que os combatentes do Boko Haram “muitas vezes misturam-se com a população local, composta por pescadores e agricultores, após cada ataque”, tornando muito difícil a distinção entre civis e terroristas.
Conclusão
Esta situação realça a complexidade das operações militares em regiões onde as populações civis e os grupos armados coexistem estreitamente. Para minimizar as vítimas civis, são necessários maiores esforços de inteligência e coordenação, apesar dos desafios colocados por um ambiente de conflito onde o encobrimento é comum.

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