Bouba Sampil, presidente da Feguifoot, sob investigação por manipulação de jogos e abuso de poder
A Federação Guineense de Futebol (Feguifoot) atravessa uma nova crise. Uma comissão de investigação ad hoc, mandatada pela comissão de ética de Feguifoot, está actualmente a investigar Bouba Sampil, presidente da federação, por acusações de manipulação de jogos, tráfico de influência, abuso de poder, conflitos de interesses e incumprimento das regras de boa governação. .
Múltiplas acusações e tensões internas
Desde a sua eleição em janeiro de 2024, Bouba Sampil tem sido alvo de inúmeras críticas. Contestado por seu estilo de gestão e decisões tidas como autoritárias, ele é acusado por diversos colaboradores de comandar a federação sozinho. Esta gestão controversa provocou uma série de demissões, suspensões e conflitos internos, tendo como pano de fundo um escândalo de abuso sexual não resolvido na academia Nongo.
Acusações de manipulação de árbitros e conflitos de interesse
Em 1º de julho de 2024, Sory Doumbouya, vice-presidente responsável pelo futebol juvenil, apresentou um relatório oficial contra Sampil. Este documento, acessível ao Sport News Africa, destaca factos específicos, incluindo uma alegada tentativa de influenciar os árbitros durante um jogo entre AS Kaloum (liderado por Sampil) e Milo FC. Este encontro foi marcado pela violência, incluindo uma lesão grave infligida a um jogador de Milo. Sampil é acusado de ter intervindo publicamente, ao lado de apoiantes do ASK, para tentar influenciar o órgão de arbitragem.
Assista esportes ao vivo online
Falta de transparência e gestão unilateral do Feguifoot
As críticas dirigidas a Sampil não se limitam à manipulação de jogos. Ele também é acusado de nomear treinadores da seleção nacional sem consultar a comissão executiva, em violação aos estatutos do Feguifoot. Por exemplo, as nomeações de Pascal Balusakis e Désiré Focou como treinadores dos Sub-20 e dos Sub-17, respectivamente, teriam sido feitas unilateralmente. As suspeitas de uma gestão opaca dos fundos, uma alegada recusa de convocar reuniões mensais da comissão executiva e a adjudicação de contratos sem concurso público agravam ainda mais a situação.
A resposta da comissão de ética e a espera pelas conclusões
Confrontado com estas acusações, Mohamed Diawara, presidente da comissão de ética, criou em Julho uma comissão ad hoc de quatro membros para investigar. Os resultados desta investigação são esperados antes do final do ano e serão decisivos para o futuro da Sampil e para a governação da Feguifoot.
Conclusão
A Federação Guineense de Futebol encontra-se numa profunda crise de governação, com graves acusações de manipulação de jogos e abuso de poder dirigidas ao seu presidente. O resultado da investigação determinará se serão tomadas medidas disciplinares contra Bouba Sampil e poderá redefinir a futura gestão da Feguifoot.
